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«por maio     num toiro    nasci

livre de sangue     como um livro

numa enxada de suspiros

num lençol bordado a crivo!»

A 2 de maio de 1945 nasce, na freguesia do Raminho, José Henrique do Álamo Oliveira, o último dos 5 filhos de Maria das Mercês de Álamo e Francisco Dias Oliveira.

O Raminho é o lugar fulcral da sua vida. Daqui emigraram os quatro irmãos.

A avó Florinda - que criou os seus filhos com o dinheiro que ganhava a escrever cartas a pedido dos vizinhos -, ensinou-lhe as primeiras letras e deixou-lhe um sentido de justiça social incompatível com o praticado pelo regime de então.

Talvez tenha contribuído também para esse sentimento o facto de o avô ter sido forçado a exilar-se na América, por questões políticas.

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A escola primária é feita no Raminho.

O exame da, então, 4.ª classe, realiza-se em Angra do Heroísmo, na escola Infante D. Henrique.

É aprovado com distinção e recebe um prémio: um caixote com 26 livros, o embrião da sua biblioteca.

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De 1957/1964 frequenta o Seminário de Angra.

Do vasto programa curricular, dá prioridade ao estudo de Língua Portuguesa, Filosofia e Artes plásticas.

Aqui começou a escrever, incentivado por um corpo docente que o escritor apelidou de sábio, aberto, generoso, que o formou como homem e como intelectual.

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A guerra colonial foi uma dura experiência de vida, anos mais tarde traduzida num livro

que é uma das referências da sua obra:

Até hoje: memórias de cão.

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No Raminho organiza, em 1970, a 1.ª Semana de Cultura Popular. Esta iniciativa teve um objetivo essencialmente pedagógico, numa freguesia profundamente rural, com uma gastronomia frágil e sazonal.

No ano seguinte, a 2.ª Semana de Cultura Popular, integra um ciclo de palestras intitulado “7 temas para o Raminho”: «Verdade – compromisso social», por Álamo Oliveira; «Promoção Social», por Artur Cunha de Oliveira;

«Cooperativismo», por Raquel Costa e Silva; «Pecuária», por Leal Armas; «Planeamento e infraestruturas», por Álvaro Monjardino; «Folclore», por João Afonso e «Teatro popular», por Martins do Carmo.

Desde a década de 70 dirige o grupo coral do Raminho.

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Em 2014 doa a sua biblioteca à Junta de Freguesia do Raminho, que fica com a designação de Biblioteca Álamo Oliveira. Um ato de generosidade, um afeto ao lugar onde nasceu.

Em 2020, aos 75 anos, Álamo Oliveira continua a residir no Raminho, dedica-se à sua biblioteca a funcionar na Junta de Freguesia e ao povo da comunidade raminhense.

Colhem a sua disponibilidade as inúmeras solicitações que continuam a chegar-lhe, porque, entre outras coisas, as Danças e Bailinhos de Carnaval precisam da sua rima para nos darem a Saudação e, São João não sai à rua sem uma marcha do Poeta!

E porque, no seu dizer, “já não sabe fazer outra coisa”, continua a escrever, estando a trabalhar nuns contos e a aguardar que apareça uma boa história que ainda tenha fôlego para a escrever. 

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Em 2014 doa a sua biblioteca à Junta de Freguesia do Raminho, que fica com a designação de Biblioteca Álamo Oliveira. Um ato de generosidade, um afeto ao lugar onde nasceu.
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Medalha de Mérito Municipal, da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo (2000).

Álamo Oliveira com o Presidente da Câmara, Sérgio Ávila.

Grau de Comendador da Ordem de Mérito atribuído pela Presidência da República (2010)

Álamo Oliveira com o Representante da República, António Mesquita.

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Insígnia Autonómica de Reconhecimento atribuída pela Assembleia Legislativa Regional dos Açores (2010).

Álamo Oliveira com Francisco Coelho (Presidente da Assembleia Legislativa Regional dos Açores) e Carlos César (Presidente do Governo Regional dos Açores)